


Colchas de Castelo Branco
De inspiração oriental, as colchas de Castelo Branco são conhecidas, pelo menos, a partir de meados do século XVI. De constituição semelhante às colchas de Toledo e de Guadalupe, foram durante séculos a dignidade do enxoval de qualquer noiva desta região, fosse ela plebeia ou nobre.
Bordadas com fio de seda em pano de linho, os seus elementos decorativos têm simbologia singular. Assim, a albarrada representa o lar e a árvore da vida; os pássaros juntos os desposados, quando não estão representados por simbólicos bonecos; os encadeados, a cadeia indestrutível do matrimónio; os cravos representam o Homem, e as rosas a Mulher; os lírios, a Virtude; os corações, o Amor; as gavinhas, a Amizade; a
hera, a firme afeição; os jasmins, a virtude da castidade; as romãs e as pinhas, a solidariedade e união da família; os frangos e os galaripos, a prole bendita; e os lagartos, os amuletos da felicidade tão desejada.
Encontram-se em exposição e fabrico no Museu Tavares Proença Júnior e loja da Vila, Rua da Misericórdia - Castelo Branco.
Calçadas
Na linha da secular tradição portuguesa, os passeios da cidade apresentam calçadas originais. Os calceteiros ligados à Câmara Municipal adaptaram a sua arte de trabalhar a pedra de basalto e calcário, os motivos decorativos das célebres colchas de Castelo Branco. São os bordados em pedra. A arte sob os nossos pés.